CRÔNICAS DE ABAETÉ DO TOCANTINS - I
O PRIMEIRO TIME
Este é um documento histórico de rara importância. Retrata a primeira apresentação do Palmeiras, no ano da sua fundação, 1966
Ela foi feita no dia 26 de julho de 1966. Provavelmente um domingo à tarde, dia em que o gramado do campo do Abaeté era invadido por uma juventude alegre e festiva, uma daquelas jovens e inesquecíveis tardes de domingo.
Mas, quem eram os atletas? Felizmente quem me emprestou a imagem teve o devido cuidado de fornecer junto a escalação.
Em pé, estão Alfredinho, o goleiro Cicerola cujo nome verdadeiro é Jorge, chamado hoje de Jorge Marceneiro, Édison, o hoje comerciante Alcimar Araújo, Tóta, Clóter e o treinador Diquinho Bala, muito conhecido entre os esportistas da cidade.
Agachados, na boa tradição da formação futebolística, estão Joãozinho, Vilóca, Augusto Lopes, hoje técnico em eletrônica, Olavo, hoje taxista, Santana Paes e Mário Tabaranã.
Segundo seu Alcimar, o Palmeiras era um time de estudantes. Os principais times de futebol da cidade tinham, cada um a seu modo, um certo perfil para os atletas e associados. Havia um time onde predominavam sapateiros, outro principalmente de marceneiros; no caso do Palmeiras, eram principalmente estudantes os que compunham suas equipes. Tanto que havia a constante cobrança não só de resultados nas pelejas pelos campos de futebol, mas principalmente de resultados nos bancos escolares.
Esta primeira formação já era de atletas um pouco maduros, jovens em geral maiores de idade e provavelmente já não estudantes, o que contrariava a regra que viria depois. Fundamental, numa carreira em que pouquíssimos brilham a ponto de assinarem um grande contrato, era a garantia do estudo, da profissão segura, que não apostava em algo tão passageiro e instável quanto o triunfo em uma partida de futebol.
Belíssimo retrato que preservou para sempre a primeira vez em que o chamado esquadrão alvi-verde pelejou em campos da Abaeté daqueles tempos.

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