Este é
o espaço dos livros. Escritos, lidos, indicados ou na infinita fila de
leitura, aquela diante da qual lamentamos não ser eternos. Alguns estão livres para download. Outros podem ser adquiridos
nos locais indicados ou com o Autor.
SETE MONSTROS
Kotter Editora, 2024 (no prelo)
Já em fase final de editoração, indo para a impressão, o meu mais recente livro. Segue o texto da contracapa, à guisa de breve apresentação:
Pode alguém deixar de ser um lobisomem?
Talvez possa.
As histórias neste livro são contadas por um ex-lobisomem, alguém que se livrou do fado. Sétimo filho homem de um pai já dominado pela lua cheia, herdou a sina de correr pela floresta como bicho, bebendo sangue vivo e pulsante, criando o terror.
Muitas destas histórias ele ouviu quando criança de dentro da rede de dormir, casulo onde se enovelava nas noites de lua e de onde, certa vez, viu o pai voltar da madrugada como fera e ouviu os ruídos aterradores quando o animal retornava à humanidade. Ali também ele escutava, até adormecer, os “causos” narrados em rodas de conversa do pai com os compadres e vizinhos, sentindo o cheiro do café fresco ou do licor que animava a conversa, do óleo queimado na lamparina, da floresta fria e úmida.
Outras histórias ele viveu e nelas sofreu a sina até a libertação, vinda de forma casual, como o leitor verá.
SETE MONSTROS é um mergulho nas narrativas densas, misteriosas, impossíveis, fantásticas, maravilhosas, extraordinárias, de uma Amazônia em desaparecimento. Talvez sejamos a última geração a ouvir falar do Labisonho, da Matinta, do filho de gente com porco, da Ypupiara, das aberrações ocultas nas sapopemas titânicas; da floresta de pé.
DEOLINDA E OUTROS FANTASMAS AMAZÔNICOS
Allprint, 2017

Na Amazônia, histórias de fantasmas são
conhecidas como histórias de visagens. Este é, portanto, um livro de histórias
de visagens, devendo ser lido assumindo-se a suspensão voluntária da descrença,
como diria Samuel Coleridge. Nossos fantasmas, porém, nem sempre são vingativos
ou retornam ao mundo dos vivos por uma questão de culpa ou maldição. Muitos
simplesmente têm saudade dos vivos. Outros voltam como navio fantasma, ou como
vozes atormentando uma pobre criatura. Alguns vêm (e há muitos relatos desses)
para indicar o local de um tesouro enterrado ou para advertir de uma ameaça
iminente. Não circulam por castelos ou charnecas nebulosas, mas se ocultam em
sapopemas monstruosas, na floresta escura, ou perambulam por ruas silenciosas
de cidadezinhas confinadas entre a mata densa e o rio de águas turvas, de onde
podem surgir de repente. Ficam de pé, invisíveis e em silêncio, ao lado da rede
de dormir, mas sua presença pode ser sentida pelos arrepios de alguns, pela
“cuíra” de outros. Nascem, muitas vezes, da escuridão da alma humana ou do seu
precário entendimento, gerando pilhérias hilariantes, descobertas cruciais
sobre o que há do outro lado do véu diáfano da morte, ou dolorosas tragédias.Para mim, um livro catártico. Escrito de pé, escrito às lágrimas, gargalhando no frenesi da criação.
Onde comprar: Na editora, em livrarias on-line (que podem ser localizadas em uma pesquisa no Google) ou comigo, por e-mail.
MATER PURISSIMA - HISTÓRIAS DA FESTA DE CONCEIÇÃO EM ABAETÉ DO TOCANTINS
Fundação Cultura do Pará, 2014 (Prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura 2012)

Tendo como fio condutor as flores que ornamentam o andor da Virgem - feitas inicialmente com papel crepom por uma hábil artesã de Abaeté do Tocantins, depois importadas do oriente já prontas em plástico e finalmente projetadas virtualmente nas nuvens baixas de dezembro - os contos aqui encadeados, desfiados como contas em um rosário, constroem narrativa pessoal e nostálgica cujo personagem principal é uma cidade ribeirinha da Amazônia. De vila quase autossuficiente para cidade ligada à teia capitalista mundial, a história da mudança sofrida pela cidade imaginária de Abaeté do Tocantins espelha-se em transformações que começaram a acontecer ao longo das rodovias abertas rasgando a floresta, quando as cidades amazônicas deram as costas aos rios e entregaram-se aos ideais de modernidade, progresso e civilização, convencidas de que assim seria melhor.
HISTÓRIA DE ABAETETUBA
Este é o último livro publicado pela minha editora "caseira". Depois eu conto como foi essa experiência. Desenvolvi uma tecnologia própria para produzir seis livretos que se mostraram muito úteis para professores e estudantes e fizeram circular a minha literatura. Agora aprendi a produzir e-books e a editora vai começar a produzir livros em formato epub. Todavia, sem tempo, ainda, para produzir um epub do best seller da editora, o HISTÓRIA DE ABAETETUBA, publico sua versão em PDF, que pode ser baixada AQUI. Futuramente, mais livros serão compartilhados aqui.
GLOSSÁRIO ABAETEENSE
Dicionário xué? Ara quando já... Melhor gitito e sajica do que teba e engalicado... Pra que já...? Eu não dei na minha mãe...
Entendeu o que escrevi? Se não, baixe AQUI este dicionário que traduz para você essa linguagem "diferente".
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